"Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
— Cecília Meireles
Quando eu penso em liberdade, penso em milhares de coisas aparentemente desconexas que correm soltas pela minha vida. Um peixe num aquário, meu sangue, minhas ações, uma casa, uma cidade, e enfim campos de grama cujo limite geográfico não parece ser o horizonte, talvez depois dele. Quando levo um corte profundo em alguma parte vital do meu corpo, sangue jorrará descontroladamente, atingindo o plano externo, em contato direto com o ar, uma superfície entranha, minha mão provavelmente, que tentará estancar o ferimento. Mas como deve ser pro sangue, que tão acostumado a percorrer minhas veias, de repente se encontrar fora delas? É certo que em poucos minutos ele coagulará, se transformando numa crosta dura e pegajosa e facilmente descartável, mas ele estará livre, nem que tenha sido por tão pouco tempo.
Eu tento pensar e trazer pra mim a analogia do sangue, em como ela faz tanto sentido no mundo. Sou como uma gota avermelhada, ou menos que isso, uma hemácia, um glóbulo vermelho, que precisa de veias para se locomover, um coração para bombear, e um corpo para suportar. Eu penso também em como a liberdade é uma coisa tão mentirosa, em como eu também não tenho total controle sobre minhas ações e corpo porque devo satisfações aos meus pais, ou pior que isso, à sociedade.
Pessoas são movidas por sonhos, objetivos, perspectivas, assim como a seiva vermelha é movida pelo coração, incansável, pulsante. Ninguém sobrevive sem sonhos ou um coração, penso eu cá com meus botões. Mas e se eu, assim como o sangue de um ferimento, resolvesse pular fora? Esquecer minhas veias, meu coração, meu corpo, renovar tudo, me sentir livre de verdade? Eu coagularia, morreria na praia? Lembro de como venho passando por desafios desde sempre, de como eu reajo a eles, e de como eu tenho uma vida pela frente.
"É preciso coragem, mas mais do que isso, liberdade para fazer escolhas e lidar com suas consequências."
Pessoas são movidas por sonhos, objetivos, perspectivas, assim como a seiva vermelha é movida pelo coração, incansável, pulsante. Ninguém sobrevive sem sonhos ou um coração, penso eu cá com meus botões. Mas e se eu, assim como o sangue de um ferimento, resolvesse pular fora? Esquecer minhas veias, meu coração, meu corpo, renovar tudo, me sentir livre de verdade? Eu coagularia, morreria na praia? Lembro de como venho passando por desafios desde sempre, de como eu reajo a eles, e de como eu tenho uma vida pela frente.
"É preciso coragem, mas mais do que isso, liberdade para fazer escolhas e lidar com suas consequências."
— [M]
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